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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Eu Quero ser usado por Deus! A Fábula do Bambu



Havia numa floresta um viçoso bambuzal. Ele destacava-se no meio da vegetação. Todos ficavam impressionados com o ar pomposo e galante do bambuzal, e em especial um certo bambu, emprestava ao ambiente. Os pássaros comentavam uns com os outros sobre sua beleza e elegância. As demais árvores invejavam as alturas a que chegavam seus caules, podendo assim ter uma visão privilegiada de toda aquela belíssima mata. Todos os dias passava por ali um sitiante à procura de plantas ornamentais, medicinais, ou mesmo alguns gravetos que lhe servissem como lenha.

Ele sabia da importância de cada habitante da floresta. Quando ele encontrava o que procurava ficava imensamente feliz, cantava e saía satisfeito, levando o que lhe interessava. O belo bambu acompanhava, a cada dia, as atitudes daquele sitiante. Ele dizia para si mesmo: "Como eu gostaria de ser usado! Eu tenho certeza de que seria muito útil para o sitiante. Como eu gostaria de ser usado!".

Um dia, aquele sitiante chegou bem pertinho do bambuzal e aquele bambu imediatamente se ajeitou e tratou de ficar bem bonito para ser visto e chamar a sua atenção. O sitiante olhou para o bambu, aproximou-se ainda mais e o bambu lhe disse: "Olha, como eu gostaria de ser usado pelo senhor. Eu seria a árvore mais feliz dessa floresta!". O sitiante pensou por um momento e depois foi até a sua mochila e voltou com um facão.

Quando o bambu viu o facão, perguntou assustado: "Pra que isso?". E o sitiante falou: "Você quer ser usado?". Ele respondeu: "Q-u-e-r-o!". Enquanto empunhava o facão com uma das mãos, com a outra ele sacudia o bambu para soltá-lo dos demais. O bambu reclamava: "Pare, pare, estou ficando tonto, minhas folhas estão caindo". E o sitiante disse: "Você quer ser usado?". Ele respondeu outra vez: "Q-u-e-r-o!". Ali mesmo aquele homem deu uma aparada na ponta do bambu, para tirar o excesso que não lhe serviria. E mais uma vez o bambu reclamou: "O Senhor não pode fazer isso. Não pode cortar aí. Assim não poderei olhar a mata lá de cima nessa posição privilegiada". E o sitiante mais uma vez lembrou: "Você quer ser usado?". "Q-u-e-r-o!".

Ele continuou cortando os galhos e limpando o tronco, tirando tudo aquilo que poderia atrapalhar o bambu no desempenho de sua futura missão. Ele tirou tudo o que era estorvo e inútil. E o bambu chorando disse: "O Senhor tirou tudo o que me fazia belo e atraente aos olhos de todos. Como eu gostava dos meus galhos e ramos." O sitiante tornou a perguntar: "Você quer ser usado?". "Q-u-e-r-o!".

Em seguida o sitiante começou a arrancá-lo do chão, cortando suas raízes. O sitiante já ia se preparando para sair, quando o bambu, indignado, lhe interrompeu, dizendo: "Mas, o que é isso?! O que o senhor vai fazer? Eu sempre morei aqui! Sempre vivi aqui! Aqui estão os meus amigos. Eu não quero sair daqui!". O sitiante perguntou: "Você quer ser usado?" Ele respondeu: "Sim! Eu quero ser usado."

Assim, saíram os dois, o sitiante carregando o bambu, seguindo pelas trilhas que levariam à casa. Dias depois podia-se ver aquele bambu lá no sítio daquele homem. Ele foi preparado e se transformou numa espécie de cano, um tubo condutor, e agora era usado para conduzir água da nascente até a caixa d'água. Agora, não era mais aquele bambu vaidoso, pomposo e que gostava de chamar a atenção e ser apreciado por todos na mata. Era um condutor de água. Uma importante função - condutor de limpeza, de alimento e de vida.

Essa é a Fábula do Bambu. Mas, que lições ou o que podemos aprender dela quando pensamos no clamor do mundo, no apelo de Deus em Isaías 6.8, na minha e na sua resposta a esse clamor e apelo? Quem é quem nessa fábula? O sitiante pode bem representar a figura de Deus, o Senhor que todos os dias passa em revista a sua criação e, andando no meio de seu povo, busca aqueles que de alguma forma podem ser usados pelas Suas mãos para abençoar o mundo.

A floresta pode ser comparada à igreja, lugar onde o Espírito Santo tem trabalhado, no sentido de buscar a pessoa certa para cada área de atuação no corpo de Cristo e, assim, capacitar e equipar os crentes com todos os dons necessários na igreja.

O Bambu somos nós, os crentes, que todos os dias no templo, nos cultos, na rua ou em casa estamos sempre a dizer: "Usa-me, Senhor!". O bambu é você que quando ouve uma mensagem missionária, responde em seu coração: "Usa-me, Senhor!". O bambu é você que quando ouve aquela música emocionada que fala da entrega total da vida na obra missionária, responde em lágrimas: "Usa-me, Senhor!" O bambu é você que quando atende ao apelo para consagração de sua vida para missões está dizendo: "Eu quero tanto ser usado!". O bambu é você que orando, cantando ou mesmo declarando em alto e bom som, afirma diante de Deus: "Usa-me, Senhor!".

Mas, quais são as implicações de ser usado pelo Senhor? O que deve acompanhar essa disposição e essa disponibilidade que afirmamos, quando falamos com Deus: "Usa-me, Senhor!"? Vamos ver nessa fábula...

1° - Estar pronto para experimentar a ação de Deus (Is. 6.1) - Estar pronto para ver Deus começar a fazer uma mudança radical em sua vida. Assim como aconteceu com o bambu da fábula, esse encontro com Deus, no contexto do desafio de assumir uma posição no Seu Reino e no trabalho missionário, pode ser o marco de uma mudança radical em sua vida.

No caso de Isaías o chamado aconteceu num momento de crise nacional - a morte do rei Uzias. Era também uma crise pessoal, pois esse rei era alguém próximo; acredita-se que era um parente, de quem ele e sua família dependiam e a quem amavam. Ele estava profundamente abalado pela realidade daquela morte e buscava conforto no templo, onde ele ouve o chamado de Deus.

Podemos experimentar, de forma quase literal, o Senhor nos sacudindo e mostrando a realidade do tempo presente, a urgência do cumprimento da missão e a necessidade de uma posição: "A quem enviarei e quem há de ir por nós?". Será que Deus tem procurado mostrar algo para você através de alguma coisa que tem abalado sua vida?

2° - Considerar a renúncia de algo importante em sua vida - No caso do bambu, ele foi cortado no seu orgulho. Para o sitiante era apenas uma aparada na ponta do bambu, para tirar o excesso que não lhe serviria. Mas, para o bambu, representava retirar aquilo que fazia dele alguém importante e que o destacava dentre os demais - de onde ele podia olhar os outros de cima para baixo.

No caso de Isaías, o toque do anjo de Deus em seus lábios ou mesmo esse encontro com Deus resultou na renúncia e na mudança do seu próprio estilo de pregação. Nos capítulos anteriores ele tinha uma postura agressiva e acusadora; ele afirma: "Ai dos que... Ai de vós...Ai de vós..." (3.11; 4; 5.8,11118).Mas, em 6.5 ele reconheceu: "Ai de mim!”. Isso mudou completamente sua pregação. Nos capítulos seguintes o encontramos introduzindo sua profecia declarando não mais "ai de vós", mas "Assim diz o Senhor..." (7.7).

O que você precisa renunciar em sua vida para ser usado por Deus?

3° - Disposição para viver uma vida de santidade e pureza (Is. 6.5-7) - O cumprimento da missão requer essa disposição. O instrumento de Deus para a salvação, assim como os instrumentos usados num procedimento cirúrgico, só serão eficientes e só poderão, de fato, operar a salvação de vidas se estiverem puros. O bambu passou por esse processo de limpeza - a limpeza dos galhos e folhas. O instrumento de Deus para a salvação deve ter uma vida limpa e deve estar sempre pronto para ser usado.

O que você precisa limpar ou retirar em sua vida para ser usado por Deus?


4° - Deixar para trás vínculos preciosos (Is. 6.8b) - Abrir mão de vínculos preciosos como família, igreja local, amigos, cidade e a pátria amada. Abraão saiu do meio de seu povo e de sua parentela para cumprir a sua missão, sem saber para onde ia, mas ele sabia com quem ia. O bambu finalmente se rendeu e se deixou levar, deixando para trás os seus vínculos. A decisão de Isaías também representava uma rendição total: "Eis-me aqui, envia-me a mim!". E você, qual a sua decisão?

Conclusão - Quando somos capazes de responder a esse chamado com essa disposição e disponibilidade podemos esperar e ver o milagre de missões acontecer. Podemos ver o que Deus pode fazer através de uma vida que se entrega totalmente em suas mãos para ser usada no trabalho do Senhor. O bambu da fábula se tornou um condutor de água. Da mesma forma. Deus pode tornar você um condutor de vida, pureza e salvação. Qual será a sua decisão?

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